Guardas-Nocturnos, uma Mais Valia na Segurança Comunitária.

Publicada por Unknown | domingo, agosto 12, 2012

Uma grande parte de Câmaras Municipais solicita às entidades competentes a implementação de Videovigilância nos seus concelhos, como forma de combater a criminalidade cada vez mais crescente no nosso País, mas sem meios humanos no terreno, será difícil atender a todas as situações que possam a vir ser detectadas pelo sistema.

Muitas quando são confrontadas pela população, derivado ao sentimento de insegurança e crimes que ocorrem junto das suas residências ou estabelecimentos comerciais, têm como resposta, a Autarquia nada pode fazer para reforçar a segurança, encaminhando as preocupações da população para as Forças de Segurança e Ministério da Administração Interna.

Outras insistem na necessidade de reforço de meios humanos nas ruas dos seus concelhos, por falta de policiamento de proximidade, que transmita segurança à população.

Muitas mas mesmo muitas se esquecem, que o reforço da segurança comunitária também lhes compete e que o podem fazer através da implementação do serviço dos Guardas-Nocturnos nos seus concelhos, sem quaisquer custos para o erário público e ao fazê-lo estarão também a criar novos postos de trabalho.

Os Guardas-Nocturnos rondam e vigiam os arruamentos das suas áreas, protegendo pessoas e bens, prestando auxílio a quem careça ou solicite, tendo também que auxiliar as forças e serviços de segurança e protecção civil.

Os Guardas-Nocturnos desenvolvem uma actividade parapolicial, revestida de autoridade inerente ao serviço público que desempenham, subsidiário e complementar da actividade das forças e serviços de segurança do Estado.

Os Guardas-Nocturnos são compensados monetariamente através de contribuições voluntárias de pessoas singulares ou colectivas, estando assim os serviços prestados pelos Guardas-Nocturnos ao alcance de qualquer cidadão, que através dessas contribuições permitem a sustentabilidade dos Guardas-Nocturnos, permitindo assim o reforço da segurança pública.

A forma de vencimento dos Guardas-Nocturnos permite assim uma proximidade de excelência com a população, o que permite a recolha da mais diversificada informação e sempre que se justifique é encaminhada para as forças e serviços de segurança, contribuindo assim com informação importante, que poderá ser usada em investigações criminais ou na missão de patrulhamento dessas mesmas forças.

Poderá assim a população solicitar a presença do Guarda-Nocturno da sua área, junto da sua residência ou estabelecimento comercial, por sentir medo de entrar ou sair do mesmo, prevenindo assim algum tipo de crime possa ocorrer nesse momento e neste mesmo âmbito também poderá solicitar a compra de medicamentos urgentes, evitando sair das suas residências durante a madrugada.

Os Guardas-Nocturnos dependem funcionalmente das forças e serviços de segurança do estado, que garantem a sua formação, tendo o Comandante da Força territorialmente competente, de cada um, que nomear o Guarda-Nocturno que substitui o colega que esteja ausente ao serviço, por folga, férias, ou por motivos de força maior sempre que devidamente justificados, entrando e saindo de serviço nas instalações dessas forças.

Os Guardas-Nocturnos em serviço têm que andar uniformizados com o fardamento aprovado, estando equipados com arma de fogo, cassetete, algemas, rádio apto a comunicar directamente com as forças e serviços de segurança e apito, podendo também portar armas da classe E nomeadamente, aerossol de defesa (vulgo gás pimenta) e aparelho de descarga eléctrica, o que permite ao Guarda-Nocturno actuar de forma proporcional e em segurança na detecção de um crime.

A actividade de Guarda-Nocturno é a forma mais antiga de policiamento existente no nosso País, havendo trabalhos académicos que fazem referência aos mesmos em 1336, sendo possível consultar em arquivos governamentais variada informação, nomeadamente desde o meio do Século XIX, que após consulta facilmente se constata que os Guardas-Nocturnos mantiveram desde essa época a sua forma de trabalho, o que permitiu e permite a sua existência ao longo dos séculos, havendo inclusive imagens de Guardas-Nocturnos pintadas a aguarela, datadas de 1850 do pintor João Palhares.

Estamos assim perante uma profissão que tem futuro no nosso País, bastando apenas que olhem para ela e lhe dêem o devido valor.