O registo nacional de guardas-nocturnos que se encontra disponível no portal autárquico está desactualizado

Guardas-nocturnos alertam para facilidade de entrada de falsos vigilantes

A Associação Sócio-Profissional dos Guardas-Nocturnos (ASPGN) denunciou este sábado que a falta de actualização do registo destes profissionais e a passagem de competências dos governos civis para as autarquias tem vindo a facilitar o aparecimento de falsos vigilantes.  
O alerta surge na sequência de notícias sobre a detenção de um homem que exercia a actividade de guarda-nocturno ilegalmente, tendo em sua posse duas armas de alarme, um 'tyser' e dois bastões.
"A ASPGN tem vindo a alertar o Ministério da Administração Interna para este tipo de situações, que são facilmente detectadas na internet, pois são crescentes os casos de ofertas de serviço de vigilância privada e guarda-nocturno ilegais, o que nada dignifica a nossa profissão, sendo essencial uma fiscalização eficaz", afirma em comunicado.

Segundo a associação, o registo nacional de guardas-nocturnos que se encontra disponível no portal autárquico está desactualizado, não mencionando todos os profissionais existentes no País, "como seria desejável para a detecção deste tipo de crimes, nomeadamente a usurpação de funções de guarda-nocturno".

A ASPGN considera ainda que este tipo de situações tem mais facilidade de acontecer desde a passagem de competências dos governos civis para as câmaras municipais, "uma vez que levou a um afastamento dos guardas-nocturnos do Ministério da Administração Interna".

Com esta decisão, estes profissionais tiveram que passar a sujeitar-se a processos administrativos para obter licenciamento de arma (antigamente a arma era-lhes entregue diariamente pelas forças de segurança), o que resulta na existência de "dezenas de guardas-nocturnos desarmados".

A ASPGN afirma estar em contacto com sindicatos de polícia, no sentido de obter apoio na pretensão de voltar a ficar sob alçada das forças de segurança.