Como poderão ver nas imagens, o que é referido pelo presidente da ASPGN, é que pode perceber que possa a haver um bocado de mau estar, por agente o fazer, referindo-se ao uso do termo detenção, pois logo a seguir diz que não gosta de usar o termo de detenção para não criar este tipo de situações, logo é evidente que não está a mencionar que existe mau estar entre a PSP e os Guardas-Nocturnos, como nos pareceu ter sido interpretado pelo Sr.Comissário, que levou ás palavras que proferiu posteriormente á intervenção, mas a formação dada pela PSP não é de todo voluntária, uma vez que o Decreto-Lei 310/2002 prevê que os Guardas-Nocturnos tenham que frequentar anualmente toda a formação que seja ministrada pelas forças de segurança, constando como um dever que se não for cumprido, poderá levar á cassação da licença, e não é nem foi de todo gratuita, pois a formação de tiro foi paga e essa também é uma formação que a lei nos obriga a frequentar para podermos trabalhar.
De resto pareceu-nos efectivamente que houve um mau estar demonstrado pelo Sr. Comissário, quando se tentou esclarecer a actuação dos Guardas-Nocturnos, o que levou o mesmo a ressalvar que efectivamente os Guardas-Nocturnos não são agentes de autoridade e que não valia a pena tentar exorbitar, mas efectivamente existem vários acordãos que fazem jurisprudência, que mencionam que o Guarda-Nocturno é um agente revestido de autoridade inerente ao serviço público que desempenham, e que desempenham uma actividade para-policial.
De resto só temos a elogiar o Comando da PSP do Funchal, que efectivamente tem apoiado e formado os Guardas-Nocturnos.